O Aeroporto Municipal Luiz Dalcanale Filho, em Toledo, recebe desde a última terça-feira (14) uma rigorosa inspeção de segurança conduzida pela Assessoria de Segurança Operacional do Controle do Espaço Aéreo (ASOCEA), vinculada à Força Aérea Brasileira (FAB). Os trabalhos, realizados por Inspetores do Controle do Espaço Aéreo (INSPCEA), têm previsão de encerramento para esta quinta-feira (16).
A auditoria técnica foca na análise detalhada de cinco pilares fundamentais da navegação aérea: Informações Aeronáuticas (AIS), Tráfego Aéreo (ATS), Comunicação, Navegação e Vigilância (CNS), Meteorologia Aeronáutica (MET) e o Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional (SMS).
O objetivo central é garantir que o aeroporto cumpra as normas do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA). O foco recai sobre a segurança operacional e a proteção da aviação civil contra atos de interferência ilícita. O terminal vive um momento de alta demanda: em 2026, já foram registrados 780 voos, após encerrar 2025 com 2.604 operações.
Foco na base operacional e expansão
O prefeito Mario Costenaro destaca que a gestão municipal prioriza o fortalecimento da base operacional antes de novos passos de expansão. Segundo ele, o foco está na segurança dos passageiros e na organização da equipe local.
“O mais importante é garantir o essencial, especialmente a segurança de quem utiliza o aeroporto; a partir disso, seguimos avançando com responsabilidade”, afirma Mario Costenaro.
O prefeito ressaltou ainda que existem projetos em articulação com os governos estadual e federal para melhorias na pista e na infraestrutura física.
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Thiago D’Arisbo, a presença da ASOCEA é um passo vital para a regularização e qualificação dos serviços.
“Já recebemos indicativos positivos, inclusive com reconhecimento ao trabalho da equipe de rádio; agora aguardamos os apontamentos para seguir aprimorando o que for necessário”, relata Thiago D’Arisbo.
Critérios técnicos e histórico
Esta é a terceira vez que o aeroporto passa por esse crivo (as anteriores ocorreram em 2014 e 2019). O Coronel Aviador da Reserva Hélio Morais, responsável pela equipe de inspeção, explica que as vistorias seguem critérios de gerenciamento de risco.
“Dentro desse ciclo de acompanhamento, encontramos um cenário organizado, o que permite uma condução adequada dos trabalhos”, pontua Hélio Morais.
Complementando a visão técnica, o gerente de navegação aérea da MVS, Paulo Roberto da Silva, explica que a fiscalização é minuciosa, englobando desde a manutenção de equipamentos até a qualificação dos operadores e a conformidade documental.
“É um trabalho contínuo, e a tendência é que a inspeção seja concluída antes do prazo previsto, justamente pela regularidade dos procedimentos adotados”, finaliza Paulo Roberto da Silva.
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