Representantes da Prefeitura de Toledo, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e do Ministério Público do Estado do Paraná (MPPR) se reuniram nesta segunda-feira (8) em Curitiba para debater a situação do Hospital Regional de Toledo (HRT) e buscar o fortalecimento de parcerias que garantam a qualidade dos serviços de saúde.
O prefeito de Toledo, Mario Costenaro, que viajou acompanhado da secretária da Saúde, Adriane Monteiro, do assessor de Governo, Neuroci Frizzo, e do secretário de Comunicação, Márcio Pimentel, resumiu o objetivo do encontro:
“A reunião em Curitiba serviu para fortalecer as parcerias com o objetivo maior de buscar a melhor qualidade de saúde para o cidadão de Toledo”.
O deputado federal Dilceu Sperafico também participou e reforçou o compromisso em colaborar:
“para manter o HRT funcionando, mas com qualidade”.
Foco em Qualidade e Transparência
O promotor de Justiça José Roberto Moreira foi enfático ao ressaltar que o foco da reunião era encontrar soluções de gestão, e não apenas aporte financeiro:
“Viemos buscar uma solução e não pedir ao Governo do Estado colocar mais dinheiro”.
Segundo o promotor, o principal ponto da reunião em Curitiba foi a manutenção do serviço com qualidade:
“A conversa teve esse propósito. Foi uma reunião bem produtiva, na qual as instituições envolvidas estão pensando e trabalhando no sentido de que o hospital continue aberto, com mais atendimentos e de qualidade”.
José Roberto Moreira ainda destacou a necessidade de transparência para a população:
“Pudemos compartilhar informações para entender melhor essa dinâmica de gestão de contratos e foi uma reunião bem produtiva nesse sentido”, avaliou.
As promotoras de Justiça Michelle Ribeiro Morrone e Sívia Galesi Campelo também participaram do encontro.
Gestão Estadual e Produção
Pela Sesa, participaram o chefe de Gabinete, Ian Sonda, e o diretor de Governança, Henrique Barbosa, além da diretora de Contratualização e Regulação, Raquel Mazzetti Castro.
Henrique Barbosa destacou a visão da gestão de saúde do governador Ratinho Júnior:
“Para isso precisa do hospital funcionando bem”.
Ian Sonda reforçou que as portas estão abertas para quem segue as regras:
“não haver porta fechada para quem quer atender SUS no Paraná, desde que siga as regras estabelecidas no Estado. Qualquer entidade tem portas abertas para receber a produção feita porque entendemos ser o melhor caminho”, completou.
Sobre o encontro, Ian Sonda afirmou que houve total alinhamento entre os participantes:
“convergentes. Todos pensamos da mesma forma”.
Henrique Barbosa citou o Opera Paraná como modelo de investimento focado em resultados:
“O Governo paga uma tabela incentivada de maneira equilibrada, mas que financeiramente fomenta a produção. O objetivo é colocar menos incentivos subjetivos, mas focar em resultados na produção com qualidade”.
Ele enfatizou a necessidade de alinhamento de métricas:
“Para que isso dê certo, as métricas precisam estar alinhadas, com o hospital estando adequado, com a vocação definida”.
Impacto da Queda de Procedimentos
A secretária da Saúde, Adriane Monteiro, manifestou a preocupação da Prefeitura com a redução de atendimentos:
“que tem impactado toda a estrutura do Município”, disse ela, alertando que o número mensal de cirurgias realizadas pelo HRT já foi de 400 e hoje está em 150, o que representa o mínimo estabelecido em contrato.
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